O ciclo do lixo

Hoje nos deparamos com um grande problema ambiental que só tende a crescer no futuro: a quantidade de resíduos sólidos superou a capacidade de absorção na natureza. Com o aumento do consumo e da riqueza, o volume de lixo passa crescer de modo desproporcional ao que os aterros sanitários podem aguentar. Com isso, cerca de 40% do lixo gerado no Brasil não tem tratamento adequado e acaba em tratamentos inadequados em aterros controlados e lixões a céu aberto. Isso gera a proliferação de doenças graves e a contaminação do solo e da água.

Os especialistas já afirmam que a chave para reverter essa situação é, em grande parte, a redução da geração de lixo, tanto de industrias como de cada residência do país. Mas o problema é que ainda temos pouca informação sobre o que podemos fazer para evitar o excesso de lixo, e como proceder com o lixo que é realmente inevitável.

Fui em buscas de informações na internet, de modo que me permitisse criar uma compilação simples e útil para qualquer cidadão. Foi nessas buscas que encontrei uma série de vídeos do engenheiro Hiram Sartori no YouTube, que explica de maneira muito simples como exatamente funciona o ciclo do lixo. Acredito que a chave para saber quais hábitos devemos ter com relação ao lixo doméstico é conhecer qual a trajetória que ele percorre, começando pela nossa lixeira.

No primeiro vídeo, Sartori resume todo o processo para gente entender sem erro. Segundo ele, o fluxo começa no conhecimento do que produzimos em nossas casas. Quanto de lixo cada pessoa produz? É úmido ou seco? É denso? Como posso evitar desperdício? Essas informações ajudam também na hora do condicionamento, o próximo passo do fluxo do lixo.  Essa fase é quando guardamos os resíduos em saco plásticos, cestos de lixo e outros, para evitar que se espalhe e atraia vetores. Fique atento ao tipo de resíduo para cada material do recipiente e ao processo de coleta seletiva para que separe o lixo em função do seu tipo.

O passo seguinte é a coleta. Como explica Sartori, ela realizada por caminhões compactador, ou de carroceira aberta, caçambas para entulhos e outros. Ela é feita de porta em porta, de preferência todos os dias, ou numa frequência que seja suficiente para recolher a quantidade de lixo produzida no local.

reciclar lixo

A destinação final nada mais é do que o tratamento que o lixo recebe. As qualidades do lixo são transformadas e o volume diminuído.  O local o qual ele é destinado depende do tipo de lixo. As usinas de compostagem são onde a matéria orgânica é levada: lá ela é transformada em adubo, que pode ser utilizado pela prefeitura em vários locais, como praças por exemplo. Mas se o lixo for entulho de obras, ele deve ser levado a usina de reciclagem de resíduos de construção civil, onde deve ser processado, moído e usado para produção de material de produção na própria construção civil.

Finalmente o último passo é a disposição final. O material que não foi aproveitado na reciclagem é considerado rejeito – é o que não tem utilidade nenhuma e deve ser descartado. Esse rejeito vai para o aterro de resíduos, que é a destinação final. O aterro mais utilizado no Brasil é o aterro sanitário, embora existam aterros mais eficazes como os aterros energéticos e os biorreatores, que transformam a matéria orgânica em alguma forma de energia útil para o ser humano.

O conhecimento do percurso do lixo nos ensina muita coisa, como por exemplo o que podemos fazer com o lixo e quais os maiores problemas relacionados a ele. Ainda não criamos hábitos concretos na separação do lixo, e ainda estamos precisamos de mais destinações adequadas para o grande volume de lixo que produzimos. E o primeiro passo é a conscientização.

Assista um boa playlist sobre reciclagem

Esta entrada foi publicada em 18 de setembro de 2016, in blog. Crie um bookmark para o link permanente.